Justiça autoriza quebra de sigilo de ex-diretores do BC
Daniel Bramatti
Agência Folha
A Justiça Federal do Distrito Federal quebrou ontem o sigilo bancário e fiscal dos ex-diretores do Banco Central Cláudio Mauch e Demósthenes Madureira de Pinho Neto e determinou a indisponibilidade de seus bens. Também foram bloqueados os bens de Luís Antônio Gonçalves, Fernando César Carvalho e Roberto Steinfeld, sócios do banco FonteCindam. Outra atingida pelas medidas foi Araci Pugliese, mulher do ex-presidente do BC Francisco Lopes e sócia da empresa de consultoria econômica Macrométrica.
O despacho, assinado pela juíza substituta da 4ª Vara Federal em Brasília, Lana Galati, amplia decisão da semana passada que já havia determinado a quebra de sigilo bancário e fiscal e o bloqueio dos bens de Francisco Lopes e do banqueiro Salvatore Cacciola, do Banco Marka. A juíza atendeu a requerimentos do Ministério Público Federal em Brasília, que apresentou ações de improbidade administrativa para tentar anular o socorro concedido pelo BC ao Marka e ao FonteCindam em janeiro passado.
Cláudio Mauch e Demósthenes Madureira de Pinho Neto participaram das negociações que culminaram na venda de dólar barato aos dois bancos logo após a desvalorização do real.
O Ministério Público pediu também a quebra do sigilo telefônico de Lopes e Cacciola, mas o pedido foi indeferido. Segundo a juíza, a medida seria antecipação do momento processual de produção de provas, sendo certo que os registros existentes não sofrerão alteração.





