Brasília - A Polícia Federal informou ontem aos deputados e senadores integrantes da CPI do Banestado que a Justiça brasileira autorizou a quebra do sigilo de mais 157 contas da agência do banco em Nova York. Com isso, praticamente dobra o número de correntistas investigados - hoje são 162. Agora, cabe ao Itaú, que comprou o Banestado em 2001, solicitar à Justiça americana que referende a decisão brasileira e entregue à PF os dados protegidos por sigilo.
A quebra foi pedida com base em denúncia de um ex-funcionário do Banestado ao Ministério Público Federal em Curitiba. Em depoimento, ele disse a procuradores que essas contas faziam operações sem informar ao BC (Banco Central). Segundo o delegado Paulo Roberto Falcão, que preside o principal inquérito relacionado à investigação do uso do Banestado para lavar dinheiro de origem suspeita, o ex-funcionário, que responde a processo porque também desviou dinheiro do banco, já fizera denúncia semelhante à própria instituição financeira na qual trabalhara em 1996. Falcão informou que até o dia 25 de julho a PF deve concluir o levantamento de provas para conseguir, com base em acordo internacional de cooperação com os Estados Unidos, a quebra do sigilo de 16 contas, pedido já feito mas negado pela Justiça americana em março.

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