Justiça apreende material de campanha
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quinta-feira, 17 de setembro de 1998
Patrícia Zanin 
A Justiça Eleitoral de Londrina apreendeu ontem cerca de 50 estandartes (bandeiras), faixas e placas de candidatos a deputado federal e estadual que estavam fixados em locais públicos, proibidos pela lei eleitoral. Os candidatos ainda ficam sujeitos a pagar multas que variam de R$ 4,8 mil a R$ 14,4 mil. De acordo com a coordenadora das eleições em Londrina, juíza Lídia Maejima, na segunda-feira os juízes eleitorais convocaram representantes de todos os partidos para pedir que o material fosse retirado das áreas proibidas. Eles pediram até às 18 horas de terça, mas não cumpriram. Eles também deverão responder por crime de desobediência à determinação da autoridade, previsto no artigo 330 do Código Penal.
De acordo com a juíza, o confisco do material começou na quarta e foi concluído ontem. Novas operações estão previstas. A maioria das placas e faixas estavam irregularmente fixadas em canteiros. O canteiro é um bem público e a legislação proíbe que esse material fique fincado lá.
Lídia Maejima disse que a ação dos candidatos desrespeitou o artigo 37 da lei eleitoral. Basta ler o artigo e entender e para isso não precisa ser muito inteligente, ironizou. O artigo esclarece que nos bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do poder público é vedada a pichação e a veiculação de propaganda.
A Folha contou propaganda apreendida de pelo menos 14 candidatos. Entre os estaduais estão Antônio Carlos Belinati (PSB), Félix Ribeiro (PL), Hermes da Fonseca (PT), Luiz Carlos Alborghetti (PFL), Lygia Pupatto (PT), Moysés Leônidas (PDT) e Nair Tartari (PPB). Entre os candidatos a federal estão Alex Canziani (PTB), Antônio de Carvalho (PMDB), José Janene (PPB), Leite Chaves (PMDB), Luiz Carlos Hauly (PSDB), Luiz Eduardo Cheida (PT) e Paulo Bernardo (PT).
Prisão Júnior Evangelista da Silva Lucas, 19 anos, que trabalha como cabo eleitoral de Alex Canziani foi preso ontem de manhã por desacato a autoridade. Ele discutiu com oficiais de Justiça que faziam a apreensão de material de campanha. Júnior foi levado para a Polícia Federal e liberado com o pagamento de fiança de R$ 100,00 pela campanha de Canziani.


