Oficiais de Justiça e funcionários da Justiça Eleitoral de Londrina apreenderam ontem cerca de 10 banners (tipo de bandeiras) e faixas de candidatos que estavam afixados em vias públicas da cidade. Foi a primeira blitz realizada na cidade e, segundo o juiz eleitoral Dimas Ortêncio de Mello, os ‘‘arrastões’’ deverão ter continuidade até o final da campanha. Apesar da pequena apreensão, o resultado foi considerado satisfatório pelo juiz, que considera a campanha deste ano limpa e tranquila.
O material apreendido será enviado ao Ministério Público (MP) que vai decidir se é caso de abrir processo eleitoral contra os candidatos. ‘‘O trabalho continua e o nosso pessoal já sabe quais são os locais mais procurados pelos candidatos’’, esclareceu. A equipe do Fórum percorreu várias ruas e avenidas movimentadas, frequentemente utilizadas para a propaganda eleitoral.
Segundo Ortêncio de Mello, a propaganda é considerada irregular quando os banners são afixados nos canteiros ou em locais públicos. Ele afirmou que o correto é que uma pessoa contratada pelo candidato seja a responsável pela propaganda.
O material apreendido ontem pode resultar em processo eleitoral e, de acordo com o juiz, culminar até com a cassação do registro do candidato, caso ele se eleja. Além de banners, os funcionários da Justiça Eleitoral apreenderam faixas que estavam afixadas nas vias públicas.
Sobre a campanha deste ano, o juiz informou que transcorre em clima de tranquilidade. Com a experiência de ter participado de cinco eleições em Londrina, ele acredita que o fato se dá pelo rigor da nova Lei Eleitoral. Ele também elogiou os candidatos.
‘‘Houve, sem dúvida, um amadurecimento. Os candidatos perceberam que ataques não levam a nada; o horário gratuito é para apresentar propostas de campanha’’, afirmou. Ainda de acordo com o juiz eleitoral, em virtude do bom nível dos programas este ano também foram registrados bem menos pedidos de direito de resposta que a eleição passada.

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