Justiça apreende 8 mil panfletos anti-Hauly
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terça-feira, 03 de março de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
A coligação ''Londrina Forte e Digna'', do candidato Luiz Carlos Hauly (PSDB), conseguiu ontem da 190 Zona Eleitoral a busca e a apreensão de cerca de 8 mil exemplares de material impresso supostamente confeccionados por militantes de campanha da coligação ''É hora de mudar Londrina'', do candidato Barbosa Neto (PDT). É citada na petição, por exemplo, a dirigente sindical Dóris Andrade da Cruz. Em formato de panfleto em frente e verso, o material teria, segundo os tucanos, informações inverídicas a respeito do parlamentar do PSDB - como, por exemplo, a de que ele teria sido parlamentar pela Constituinte e votado contra projetos que beneficiariam a classe operária. Os oficiais de Justiça - que, até o final da tarde, não haviam retornado com os exemplares - apreenderam o material em três locais distintos; um deles, o comitê de Barbosa.
De acordo com o chefe de cartório da 190 , Edivaldo Camilo da Silva, os panfletos serão submetidos à análise do juiz eleitoral Elias Duarte Rezende, que deve definir a destinação do produto apreendido. Segundo o cartorário, o material continha as especificidades formais exigidas pela minirreforma eleitoral - como o CNPJ de quem o produziu. Como o processo estava com o juiz, a FOLHA não teve acesso à cópia anexada na petição.
O advogado da coligação pedetista, Maurício Carneiro, disse que o grupo ''não tem qualquer relação com a confecção do panfleto; houve um equívoco do cartório no mandado de notificação''. E complementou: ''Esse material foi levado até a gente por sindicatos que apoiam o Barbosa; não temos parte nem interesse nisso''.
A reportagem conversou com a dirigente sindical que assumiu a autoria do material. Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Refeições Coletivas do Norte, ela informou que o panfleto seria uma iniciativa do ''movimento sindical e popular, um agrupamento de lideranças que se juntaram espontaneamente'' em apoio ao candidato do PDT. A sindicalista não quis citar quantas e quais entidades supostamente participam do ''movimento'', tampouco o custo com que elas teriam arcado para confeccionar, ao todo, 10 mil exemplares do material. ''Há uma informação inverídica na página 2, quando dissemos que o deputado (Hauly) foi constituinte, e ele não foi, mas vamos explicar isso ao juiz.'' De onde partiu a informação publicada? ''O povo, você sabe, não coloca a fonte. Apenas tínhamos convicção, mas vamos explicar.'' Nova leva será confeccionada, sem o dado incorreto? ''Isso ainda será avaliado'', encerrou.
O advogado da coligação tucana, Frederico Reis, confirmou que o pedido apresentado não atinge a coligação pedetista. ''De qualquer forma, é informação falsa - na época aludida no material, o Hauly estava no governo do Estado'', disse.


