O presidente da Câmara de Guarapuava (Centro-Sul), Ademir Strechar (PMDB), foi afastado do cargo. A determinação está em três liminares, dos juízes Ricardo Henrique Ferreira Jentzsch e Fernando Augusto Fabrício de Melo, da 2 e 3 Varas Cíveis da comarca. As decisões atendem a requerimento do Ministério Público (MP) do Paraná, que apresentou ações civis públicas contra Strechar por ato de improbidade administrativa. Com a decisão, publicada na última sexta-feira, o vereador permanece afastado até julgamento do caso no Tribunal de Justiça (TJ) do Estado.
O responsável pelo caso no MP é o promotor de Justiça William Gil Pinheiro Pinto. Ele aponta que alguns vereadores, entre eles o presidente do Legislativo, teriam se apropriado de parte do salário de funcionários da Câmara, além de terem permitido a contratação de ''funcionários fantasmas''.
Strechar foi preso em flagrante, no final de outubro, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do MP. Ele permanece preso. O Gaeco cumpriu na época cerca de 30 mandados de busca e apreensão. Ao todo, seis vereadores e 17 funcionários são investigados.
A Justiça também suspendeu, liminarmente, o pagamento dos vencimentos efetuados pela Câmara a três servidores que seriam ''fantasmas''. Segundo informações do Gaeco, a investigação apontou que os primeiros sinais do esquema apareceram em 2007, fortalecendo-se a partir do ano seguinte. Mais de R$ 1 milhão pode ter sido desviado.
O advogado de defesa do vereador afastado, Osmael Lysenko, não foi encontrado ontem pela Reportagem.

mockup