Curitiba - A Justiça Federal do Paraná afastou Irineu Colombo do comando do Instituto Federal do Paraná (IFPR) e determinou a realização de eleições para escolher um novo reitor e outros diretores para os 15 campi da entidade em todo o Estado. A decisão foi proferida pelo juiz substituto Cláudio Roberto da Silva na última sexta-feira, mas só foi divulgada ontem.
A ação que pedia o afastamento de Colombo foi protocolada pelo Sindicato dos Educadores da Educação Básica, Técnica e Tecnológica do Paraná (Sindiedutec).
Conforme a instituição, Colombo, que já foi deputado estadual e federal pelo PT, foi indicado por decreto após o antigo reitor (eleito) Alípio Santos Leal Neto se licenciar da função, em 2011. Pela regra normal, Colombo deveria ficar como reitor até o fim do mandato de Leal Neto, que terminaria em maio de 2014. Chegado o prazo para a convocação das eleições, Colombo teria se recusado a convocar novo pleito.
Em nota oficial, o IFPR informou que, por determinação judicial, Irineu Colombo teve seu mandato suspenso e será substituído pelo professor Ezequiel Westphal. O documento ainda ressalta que "a Procuradoria Federal junto ao IFPR está adotando as medidas cabíveis". A equipe da FOLHA tentou contato com a defesa de Colombo mas não obteve retorno.

Operação
Colombo chegou a ser afastado da reitoria entre agosto de 2013 e janeiro deste ano em decorrência da Operação Sinapse, deflagrada pela Polícia Federal (PF), que indicou fraude em licitações do IFPR, entre 2009 e 2011. A operação foi articulada para combater uma quadrilha suspeita de desvio de verbas na educação técnica no IFPR e prendeu 18 pessoas, sendo três servidoras do instituto. O grupo foi apontado como suspeito de desviar R$ 6,6 milhões do setor de ensino a distância do IFPR. A quantia era proveniente de repasses do Ministério da Educação.

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