Em decisão proferida ontem, a juíza substituta da Vara Criminal de Palmas (centro sul), Tatiane Bueno Gomes, determinou o afastamento do vereador Adilson Luiz Piran (PMDB) da presidência da Câmara de Palmas. Também foram afastados dos cargos Toni Douglas Cordeiro Grassi e Leon José Frederico Rocha, contador e advogado que ocupam cargos comissionados no Legislativo.
Os três são acusados de associação criminosa e fraudes em licitações (em oito ocasiões) para a reforma do prédio da Câmara, que teriam desviado cerca de R$ 41,5 mil. Por este fato, eles já respondem a ação por improbidade administrativa. Piran é réu em quatro ações por improbidade, sendo que seu afastamento foi pedido em duas delas, mas ainda não há decisão do Judiciário.
Para aplicar a medida cautelar de afastamento da função pública, a juíza entendeu que "se vislumbra, a princípio, reiteração de fatos que podem caracterizar condutas delitivas e lesivas à administração pública" e destacou que o montante supostamente desviado "é relevante para uma cidade de pequeno porte como é o caso de Palmas".
O promotor David de Aguiar, um dos autores da ação, acredita que o afastamento poderá "impedir a continuidade do uso da máquina pública para o desvio de recursos públicos". Piran e os funcionários não foram encontrados ontem pela reportagem. Com a decisão, o vice-presidente da Câmara deverá assumir a chefia do Legislativo, mas ele também não foi localizado.

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