Justiça afasta nove veradores de Guaratuba
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segunda-feira, 24 de março de 2003
Denise Angelo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A pedido do Ministério Público, nove dos 13 vereadores de Guaratuba, município do litoral do Paraná, foram afastados ontem de seus cargos na Câmara. Eles são acusados de revogar um artigo da Lei Orgânica Municipal para ter seus interesses pessoais garantidos.
Segundo a denúncia, feita pelo promotor Lucílio Held, o artigo revogado proibia os membros do Legislativo e do Executivo de prestar serviços ao município, bem como vender equipamentos e materiais. Como essa prática que já era adotada por secretários municipais começou a ser investigada e resultou inclusive no afastamento de três secretários, os parlamentares decidiram revogar o artigo para evitar que também eles sofressem alguma punição.
Foram afastados os vereadores Atemar Salete, Luiz Carlos Alves, César Renato Tozetto, Gabriel Nunes dos Santos Filho, Luiz Fernando Nunes Nassif, Mordecai Magalhães de Oliveira, Raul Chaves, Raul Cristiano da Silva e o presidente da Casa, Sérgio Alves Braga. A princípio, o afastamento vale por 120 dias.
Ontem os vereadores afastados foram até o Tribunal de Justiça, em Curitiba, para recorrer da decisão do juiz Noedi Bittencourt Martins. Porém, quando chegaram o expediente do Tribunal já havia encerrado. Enquanto isso, os quatro vereadores que restaram na Câmara começaram a convocar os suplentes para que os trabalhos possam ser retomados.
Há cerca de três meses, o prefeito de Guaratuba, José Ananias dos Santos, também foi afastado do cargo acusado de improbidade administrativa. O vice-prefeito, Miguel Jamur, assumiu o cargo, mas também enfrenta acusações na Câmara de Vereadores do Município. Há denúncias de que ele usaria os serviços da prefeitura para consertar seu carro particular. Os vereadores pretendem instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso.


