Justiça adia depoimento de vereador
O depoimento do ex-vereador e atual deputado estadual Aparecido Custódio da Silva (PFL), marcado para ontem na 4ª Vara Criminal, em Curitiba, foi adiado e ainda não tem data prevista para ser realizado. Custódio responde denúncia por apropriação indébita de recursos públicos. Ele foi acusado pelo Ministério Público de desviar recursos da Câmara entre 1993 e 1999 através da retenção de parte dos salários de funcionários e destinação indevida da verba de assistência social.
Ontem, em entrevista à Folha, Custódio disse lamentar que o depoimento tenha sido adiado. Era o momento de provar minha inocência, frizou. Marcada para as 14 horas, a audiência não aconteceu porque algumas pessoas consideradas fundamentais para o julgamento do processo não foram convocadas pelo juiz. Hoje (ontem) meu advogado pediu provas das denúncias, porque até agora elas são infundadas, acusou o ex-vereador.
Custódio informou ainda que quer que o MP avalie o seu patrimônio financeiro. Nunca fui um homem rico, definiu. O ex-vereador garante que seu patrimônio é composto apenas por três casas da Companhia de Habitação (Cohab) e quatro ônibus adquiridos em São Paulo para servir à população. Segundo o deputado nenhum bem em seu nome tem valor exacerbado.
Além de denúncia feita pelo MP, existem cerca de 40 ações trabalhistas contra Custódio. Ele não revelou se tem documentos que provem sua inocência. Meu eleitorado é a prova de que essas acusações não são verídicas, disparou.
Mesmo com as acusações contra o ex-vereador correndo na Justiça e nos bastidores, ele assumiu em janeiro vaga Assembléia Legislativa deixada pelo deputado Nelson Justus (PTB), que agora está à frente da Secretaria dos Transportes. A defesa de Custódio ainda não definiu se será solicitado imunidade parlamentar no julgamento do processo. Para que ele responda normalmente ao processo, a Assembléia precisa conceder licença.





