Após um ano de tramitação, a ação por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público (MP) contra a ex-secretária de Educação Karin Sabec Vianna foi acatada pela Justiça. Ela foi apontada como responsável pela compra, em dezembro de 2010, de 13.500 livros da coleção ''Vivenciando a Cultura Afrobrasileira e Indígena'', posteriormente considerados racistas. O MP cobra o ressarcimento de R$ 621 mil.
Em decisão publicada no último sábado, o juiz da 2 Vara da Fazenda Pública, Emil Gonçalves, entendeu haver indícios suficientes para o processo - que também tem no polo passivo a Editora Ética, de Itabuna, na Bahia, fornecedora dos livros.
Os livros jamais foram utilizados porque entidades ligadas ao movimento de igualdade racial considerou o material impróprio. Administrativamente, o município também requer a anulação da compra e devolução do recurso. Uma Comissão Especial de Inquérito da Câmara também analisou a compra dos livros e apontou novas irregularidades. O MP estuda como incluir tais fatos na ação.
Karin, quando a ação foi interposta, negava qualquer irregularidade. Porém, a partir de junho deste ano, em uma série de depoimentos ao MP, admitiu que a compra dos livros foi uma ''encomenda'' do ex-secretário de Planejamento Fábio Góes.

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