O juiz da 4ª Vara Criminal de Londrina, Arquelau Araújo Ribas, acatou na segunda-feira uma nova ação penal ajuizada pelo Ministério Público no início do mês, em que denuncia o desvio de R$ 24.995,90 da extinta Comurb (hoje CMTU), por meio de uma licitação fraudada. A ação envolve novamente o ex-prefeito (cassado) Antonio Belinati e outros 12 réus.
De acordo com a ação, o dinheiro desviado - acrescido de R$ 4,10, para completar R$ 25 mil - teria sido repassado pelo empresário Ivano Abdo, dono da empresa Iasin, para Cassimiro Zavierucha, conhecido como ''Carlos Júnior'', apontado como caixa de campanha de Belinati. A Iasin venceu licitação fraudulenta na Comurb. Os R$ 25 mil encabeçam a lista de lançamentos de Carlos Júnior, apreendida pelo MP no ano passado, que sugere pagamentos e recebimentos de inúmeros políticos na campanha de 1998.
Os promotores também pediram a prisão preventiva de Belinati, Carlos Júnior, do ex-secretário de Governo, Gino Azzolini Neto, e do ex-presidente da Comurb, Kakunen Kyosen. Mas o juiz não concedeu a prisão e determinou que sejam anexados os julgamentos dos méritos dos habeas-corpus protocolados no Tribunal de Justiça (TJ) para posterior apreciação. Ribas determinou ainda que os réus sejam citados e interrogados em setembro de 2002, devido à sobrecarga na agenda. O juiz está apreciando sete denúncias criminais do caso AMA-Comurb.
No dia 4 de maio, Ribas decretou a prisão preventiva de Belinati e outros três réus, na ação pelo desvio de R$ 1,7 milhão dos cofres municipais. Todos foram libertados por força de liminares.
Também na última segunda-feira, Ribas se declarou impedido de julgar a ação criminal que denuncia o desvio de R$ 67 mil da Comurb. Conforme o MP, parte do dinheiro teria sido utilizado na compra de marmitex para cabos eleitorais dos deputados Antônio Carlos Belinati (PSL), José Janene (PPB) e Alex Canziani (PSDB), em 1998.
Os três deputados não são citados na ação penal, mas constam da ação cível ajuizada sobre o mesmo desvio. As marmitas foram fornecidas pelo restaurante da chefe do cartório da 41ª Zona Eleitoral, Tertuliana Maria Bicudo Macagnam, a ''Dona Rosa''. ''Questão de foro íntimo. Determinei que fosse encaminhado para o meu substituto legal'', disse o juiz, que atua na Justiça Eleitoral.
A ação - que novamente pede a prisão preventiva de Belinati - foi encaminhada para a juíza substituta Fabiana Silveira Karam. A juíza foi a responsável pela segunda prisão preventiva de Belinati, em agosto desse ano. A decisão também foi revogada por liminares junto ao TJ.

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