Aos 65 anos, depois de décadas de experiência em advocacia cível e criminal, somadas a uma vitoriosa carreira política, Valmor Giavarina continua frequentando uma escola. Tenha ou não processo em pauta, ele não perde sequer uma sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, onde reside há 18 anos. A ele interessa conhecer a tendência do TSE, órgão maior das decisões nesta área, anotando e armazenando informações para, ao final de cada ano, escrever um novo livro.
Passado os tempos dos júris populares, no Norte do Paraná, e da fase dos embates políticos, tendo exercido mandatos de prefeito (Apucarana), deputado estadual e federal, Giavarina agora se dedica de corpo e alma ao estudo da legislação eleitoral. E tornou-se um expert no assunto, editando vários livros sobre o tema e ocupando atualmente a função de consultor jurídico do Diretório Nacional do PPB.
A fama de profundo conhecedor das leis eleitorais, tem levado o advogado paranaense a todos cantos do País, e atualmente ele lida com várias causas de inegibilidades e outras questões ligadas às eleições municipais.
Seu livro ‘‘Eleições 2000, tudo o que você pode fazer, tudo o que você não pode fazer’’, já está partindo para a impressão da 3ª edição neste mês. E, a essa altura do jogo eleitoral, tornou-se uma cartilha obrigatória para muitos magistrados, deixando de lado o sisudo e complexo material distribuído pelo TSE e pelos tribunais regionais eleitorais.
Depois de ‘‘Constituinte’’, seu primeiro livro – com prefácio de Tancredo Neves – o jurista Valmor Giavarina, neste seu 6º trabalho, aborda espeficamente questões relativas às eleições deste ano, comentando e dando dicas de todos artigos da Lei 9.504/97, inclusive pendengas que possam ser, eventualmente, apreciadas no futuro pelo TRE e TSE.
Sobre o trabalho desenvolvido por Valmor Giavarina, Jarbas Passarinho diz, no prefácio, que ao eleitor cabe a missão de aprender a votar, mas que todos políticos têm o dever de conhecer e transmitir a legislação eleitoral, para evitar erros e frustrações individuais.
Com esta abordagem simples e bastante clara, o livro constitui-se agora, há 60 dias da eleição, numa indispensável ‘‘ferramenta’’ de trabalho para os candidatos e coordenadores de campanha. A seguir as impressões do jurista:

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