Juntos, os 21 vereadores embolsam R$ 242 mil no mês
À parte a discussão sobre o número de vereadores que tomou o Legislativo de Londrina praticamente às vésperas de novas eleições municipais, marcadas para o ano que vem, não é difícil perceber já de início que, mesmo não atingindo os 6% estipulados pela Lei Orgânica do Município, os 4% (ou R$ 10.690 milhões) que são gastos anualmente passam longe de uma realidade em que o salário mínimo de milhares de brasileiros chega (quando chega) a R$ 240 ao mês.
Razoável para alguns, absurdo para outros, os mais de R$ 242 mil embolsados todo mês pelos 21 representantes do povo dariam para construir pelo menos 46 novas casas de 30 metros quadrados do Programa de Subsídio Habitacional (PSH), atualmente um dos principais programas da Companhia de Habitação (Cohab) de Londrina. Cada uma delas sairia ao custo aproximado de R$ 5.250 (quitados em 150 parcelas) abaixo do que ganha um vereador em 30 dias de serviço.
Bem abaixo também foi o custo da Prefeitura de Londrina como o Projeto Futuro, da Fundação de Esportes, que atende 6 mil crianças e adolescentes dos sete aos 17 anos, carentes e em situação de risco, em 80 locais na cidade (ao todo, em mais de 130 pólos) de todas as cinco regiões e oito distritos. Custo estimado para este ano: R$ 185 mil.
Na área de lazer, a revitalização do Lago Igapó, de novembro de 2002 a janeiro deste ano foram necessários R$ 314.752,55, aplicados com a pavimentação em paver da Avenida Higienópolis, passarelas de madeira, pista de caminhada, iluminação, praças e equipamentos para ginástica aos mais de 447 mil habitantes da cidade.
Já segundo a Diretoria de Ações em Saúde (DAS) da Secretaria Municipal de Saúde, este ano foram gastos R$ 1.185.403,15 com obras, equipamentos e manutenção das unidades básicas de saúde reformadas. A quase três meses do final de 2003, isso passa longe dos mais de R$ 10 milhões que o Orçamento previu para a Câmara.





