O PSDB paranaense está sob comando de uma junta interventora, presidida pelo deputado federal Basílio Villani, autor do pedido de dissolução do diretório estadual. Na próxima semana, deve ser definida a composição da comissão provisória que vai controlar o partido. Devem fazer parte da comissão o presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PTB) que terá que entrar no ninho tucano e o vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa, que já encaminhou ficha de filiação ao PSDB, deixando o PTB.

O ''novo'' PSDB está nas mãos do grupo do ex-governador José Richa e do presidente brasileiro da Itaipu Binacional, Euclides Scalco. Com o desmantelamento do diretório anterior (decidido na semana passada), a executiva nacional tirou o partido do domínio do senador Alvaro Dias, ex-presidente estadual e que renunciou há cerca de três meses. O PSDB pode ser o aliado do PFL nas eleições do próximo ano, junto com o PTB.

As bancadas estaduais do PSDB e do PMDB querem que Alvaro e o senador Roberto Requião cheguem a um acordo, que leve o ex-tucano à sigla peemedebista. Quem apresentar melhor desempenho em uma série de cinco pesquisas seria o candidato do PMDB à sucessão do governador Jaime Lerner (PFL). A idéia partiu de Alvaro.

Os peemedebistas vão apresentar a proposta a Requião hoje à noite, mas ele já descartou a possibilidade. ''Essa proposta não pode ser feita por um político que se diz sério. Pesquisa não substitui o partido'', disparou Requião, candidato declarado ao governo. Para o peemedebista, Alvaro teria que disputar a candidatura em convenção. Mas fontes próximas afirmam que Requião estaria mais interessado em se reeleger ao Senado.

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