São Paulo - O ministro do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann, pré-candidato à Presidência da República pelo PMDB, deve enviar hoje uma carta ao governador de Minas Gerais, Itamar Franco, e ao senador gaúcho Pedro Simon – dois outros candidatos inscritos na prévia presidencial do partido – para propor a eles uma série de debates.
Jungmann, que entrou no PMDB em setembro último, lançou sua pré-candidatura à Presidência na semana passada, sem o apoio da cúpula do partido e com a proposta de ser um contraponto ao avanço da pré-candidatura da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), que lidera as pesquisas entre os nomes da base governista.
O ministro das Minas e Energia, José Jorge, criticou ontem, em Recife, o ministro Jungmann por seus ataques ao PFL e a Roseana Sarney, pré-candidata do partido à Presidência. ‘‘Não cabe ao ministro Jungmann julgar os outros partidos’’, afirmou José Jorge, que é vice-presidente do PFL.
Jungmann disse, há dois dias, que o partido da governadora ‘‘não tem condições hegemônicas’’ para dar governabilidade e aprofundar as reformas no próximo governo. José Jorge rebateu, afirmando que as principais medidas do atual governo, incluindo as da área social, ‘‘foram comandadas pelo PFL’’.
Jorge disse ainda que defende a manutenção da aliança governista, mas entende que a chapa deve ser encabeçada por quem estiver melhor nas pesquisas,á lugar que atualmente é ocupado por Roseana.
A insinuação de que a candidatura de Jungmann tenha sido criada dentro da Palácio do Planalto – para atrapalhar Roseana e beneficiar uma pré-candidatura José Serra – levou o presidente Fernando Henrique Cardoso a declarar,no domingo, na Rússia, onde está em viagem oficial, que não é ‘‘xerife da esquina’’ para decidir quem deve ou não ser candidato.

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