Jungmann abre frente de ataques a aliados
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2002
Agência Estado 
Recife Ontem, no Recife, o ministro Raul Jungmann, durante a apresentação da primeira parte de seu programa de governo, com vistas às prévias do PMDB, em março, deu um tom crítico ao discurso, não deixando de fora nem mesmo o presidente Fernando Henrique Cardoso. Ele fez muito pelo Brasil, mas temos que pensar no pós-FHC. Como qualquer outro governo, o dele também deixou de fazer. E é aí que nós entramos, assegurou.
Apesar das duras críticas que vem recebendo de aliados e correligionários, Jungmann afirma que não vai desistir de disputar as prévias do PMDB. Encaro tudo isso de maneira natural. Entrei nessa disputa porque vi que, se não fizesse nada, meu partido iria acabar tendo que se contentar com um quarto nos fundos da casa que está sendo construída pelo PSDB e PFL, reclamou.
Para ele, a tendência é que o PSDB acabe se aliando ao PFL e escanteando o PMDB. Não dá para esperar isso acontecer e ficar de braços cruzados. Temos de lutar. Se não for com os partidos da aliança, vamos em busca de outras maiorias, comentou ao se referir a uma possível coligação com o PSB e o PPS.
Passado o susto, tenho certeza que vou contar com o apoio do meu partido, disse. Ao longo da semana, ele se encontra com o presidente do Instituto do PMDB, Wellington Moreira, e o presidente do PPS, Roberto Freire (PPS/PE). Para quem pensa que faço parte de um jogo do Planalto, a surpresa será grande, desafiou.
A proposta de governo é uma reedição do que o ministro vem defendendo desde que assumiu, em maio de 2001, a Câmara de Gestão Contra a Seca. Queremos unificar as políticas públicas do País e fazer com que o Nordeste cresça no mesmo ritmo que o resto do Brasil.


