Julgamento de Vieira pode sofrer reviravolta
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domingo, 07 de setembro de 1997
Agência Folha Florianópolis 
Arquivo FolhaVieira: processo deve se arrastarO processo de impeachment do governador de Santa Catarina, Paulo Afonso Vieira (PMDB), pode sofrer nova reviravolta na próxima semana. A equipe de advogados de Vieira - chefiada pelo ex-procurador-geral da República Aristides Junqueira - deve impetrar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF (Supremo Tribunal Federal) para garantir a oitiva das testemunhas de defesa do governador na atual fase do processo. Se a ação for acatada pelo Supremo, a análise do impeachment deve se arrastar por mais dois ou três meses.
As 34 testemunhas - entre elas seis senadores e o ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola - foram rejeitadas pelo plenário da Casa na semana passada. A origem da polêmica é a liminar concedida ao governador pelo ministro Nelson Jobim, em 30 de junho, data da primeira votação do impeachment pela Assembléia. A liminar de Jobim manteve Vieira no cargo, mesmo após seu afastamento ter sido aprovado pela Casa por 29 votos a 11.
O ministro entendeu que o impeachment do governador tem de ser regido pela lei nº 1.079/50, que retira da Assembléia o poder de julgar o governador. Para a oposição, não há motivo para ouvir as testemunhas agora, já que não há julgamento.


