Julgamento das contas pode ser retomado
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terça-feira, 14 de maio de 2002
Rodrigo Sais Equipe da Folha 
Curitiba - A declaração do delegado Hugo Corrêa Martins de que já estaria caracterizado o crime eleitoral na prestação de contas do prefeito de Curitiba Cassio Taniguchi (PFL) pode render mais que uma denúncia pelo Ministério Público. O processo que analisa a validade das contas de campanha do PFL na eleição do ano retrasado pode voltar a tramitar caso a Polícia Federal conclua seu inquérito.
O processo está parado devido a um parecer do relator, Jaime Stivelberg, que decidiu esperar o término do inquérito antes de dar continuidade à tramitação do recurso que pedia a anulação das contas de Cassio.
O promotor eleitoral Valclir Natalino da Silva, autor do recurso, espera que o pedido de prorrogação de prazo do inquérito policial chegue às suas mãos para avaliar se o crime eleitoral já está caracterizado. Nos três pedidos de prorrogação anteriores feitos à Justiça Eleitoral, o promotor não foi ouvido. O inquérito ainda estava em sua fase inicial, por isso não abri vistas ao Ministério Público, como é praxe. Mas um novo pedido será encaminhado ao promotor, afirmou o juiz eleitoral Espedito Reis do Amaral.


