São Paulo - O candidato Paulo Maluf (PP), que concorre à Prefeitura de São Paulo, foi rapidamente ao ataque assim que soube da inclusão de seu nome entre os 15 considerados ''ficha-suja'' na lista da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB).
''Juízes não têm que se meter em política'', disse ele, depois de declarar que as acusações ''não têm base legal''. Também a candidata Marta Suplicy (PT) distribuiu nota em que manifesta ''o mais profundo repúdio'' à presença de seu nome na lista e já avisou que vai recorrer à Justiça contra a iniciativa.
Por enquanto, o comitê de Marta estuda qual medida judicial vai tomar. Os dois, e mais a candidata a vice na chapa de Maluf, Aline Corrêa de Andrade, são os nomes paulistas entre os 15 da AMB.
'Arbitrária, tendenciosa' - Em defesa da petista Marta Suplicy, os seis partidos da coligação Uma Nova Atitude para São Paulo (PT, PC do B, PSB, PDT, PRB e PTN) foram mais contundentes. Na sua nota, manifestam ''o mais profundo repúdio à decisão arbitrária, tendenciosa e leviana'' da AMB de divulgar uma lista de candidatos que ''respondem a ações penais de improbidade administrativa e eleitoral''. Segundo eles, essa iniciativa ''atinge, de forma injusta, a imagem de nossa candidata Marta Suplicy''.
A lista da AMB ''transgride os preceitos mínimos da ética e do direito, faz referência a uma ação movida por oposicionistas contra a então prefeita, ainda sem julgamento em qualquer instância, e na qual Marta Suplicy já obteve uma liminar favorável do Tribunal de Justiça de São Paulo''.
O texto afirma que ''uma das regras sagradas do direito é a de que ninguém pode ser considerado culpado antes de julgamento definitivo e de dispor de amplo direito de defesa''. Por isso, os apoiadores da ex-prefeita se dizem surpresos por ver que ''uma associação como a dos magistrados, que têm a responsabilidade de administrar a justiça, cometa um gesto que caracteriza prejulgamento ou rito simbólico de execução sumária'' .
A candidatura de Marta, prossegue a nota, ''teve seu registro aprovado pela Justiça Eleitoral, sem sofrer pedido de impugnação do Ministério Público ou dos seus adversários''. E acrescenta que, ''não por acaso'', a lista recebeu de imediato ''a contundente reprovação de um grande número de juristas'', entre os quais o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.
A candidata a vice na chapa de Paulo Maluf, Aline Corrêa, não respondeu às chamadas para comentar a ação penal que sofre no STF.

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