Juízes do PR decidem hoje se aderem à greve
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quinta-feira, 17 de julho de 2003
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Juízes da Justiça do Paraná decidem hoje se vão aderir ao movimento grevista iniciado pelos servidores públicos federais contrários à reforma da Previdência. A previsão é de que cerca de 100 dos 800 juízes do Estado compareçam à assembléia geral extraordinária, marcada para às 16 horas, para decidir se a categoria vai paralisar os trabalhos. Caso os juízes optem pela greve, cerca de 70% de todos os processos que tramitam em todo o Paraná vão ficar parados por prazo indeterminado. Os servidores públicos estaduais vinculados ao Poder Judiciário estão participando de todas as mobilizações e negociações, mas ainda não sinalizam greve.
A decisão que vai ser tomada pelos juízes na assembléia de hoje será levada a Brasília na próxima segunda-feira e discutida em âmbito nacional junto com representantes de todos os estados e dos juízes federais e trabalhistas. Os juízes dos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro já estão parados. Entre as reivindicações da cetegoria, está a aposentadoria integral. ''Nós contribuimos com 11% do nosso salário para a Previdência. Isso faz que em 35 anos de trabalho já tenhamos o direito de receber o equivalente na aposentadoria'', afirma o presidente da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), Roberto Portugal Bacellar.
Os 188 juízes da Justiça do Trabalho decidiram não optar pela greve no Estado. Segundo a presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho do Paraná (Amatra), Morgana de Almeida Richa, a Justiça do Trabalho não pretende parar até se esgotarem todas as possibilidades de negociações com o governo federal. ''A situação parece que está bastante preocupante, pior do que imaginávamos. Mas, mesmo assim, deixaremos a decisão de entrar em greve para a assembléia que acontecerá em Brasília, na segunda-feira'', afirmou. Já os juízes federais, segundo o secretário da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Jorge Antônio Maurique, não têm ainda nenhum indicativo de greve.
Quantos aos servidores da Justiça do Trabalho, a assessoria do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) informa que cerca de 50% dos 1,5 mil servidores do Paraná estão parados por tempo inderteminado. Das 61 varas do Estado, apenas nove estão funcionando em cidades do interior. Já os números do Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho no Paraná (Sinjutra) são diferentes. Segundo o coordenador de finanças do sindicato, Douglas Molina, 100% dos servidores da Capital e 87% do interior estão paralisados. Para evitar maiores transtornos, o TRT suspendeu todos os prazos processuais até o fim da greve e algumas audiências, de acordo com a decisão de cada juiz, estão acontecendo.


