A magistratura paranaense esteve reunida neste sábado, em assembléia extraordinária para marcar o encerramento das férias forenses. Comandada pelo juiz Ruy Fernando de Oliveira, a reunião discutiu a reforma do Poder Judiciário e a situação atual da Justiça no Estado. Na segunda-feira, os juízes retomam suas atividades normais em Curitiba e em outras 160 comarcas.
Durante o encontro, várias reivindicações foram renovadas. Entre elas, os juízes voltaram a pedir a criação do Plantão Cível em Curitiba, para aprimorar a prestação da Justiça, que no ano passado recebeu quase cem mil processos. Outra questão discutida foi sobre a ampliação de espaços e quadro de funcionários para a Vara de Execuções Penais, onde estão mais de 40 mil processos.
Para as 11 Varas Criminais, os juízes solicitaram mais auxiliares de cartório, além de uma reorganização do quadro de oficiais de Justiça. Eles também pedem mais dois juízes para as Varas Criminais da Capital, que receberam no ano passado mais de quatro mil processos.
De acordo com as reivindicações da magistratura, a solução dos problemas das 21 Varas Cíveis de Curitiba estariam na aquisição de dois juízes para cada período. Eles defendem também a criação de Varas Regionais e são contrários à convocação de juízes para auxiliar na administração do Tribunal de Justiça. Eles justificam com os números registrados no ano passado, quando houve um aumento de 28.807 para 30 mil novas ações nas Varas Cíveis de Curitiba.
O encontro contou também com a participação do presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, o juiz Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, que falou sobre a reforma do Poder Judiciário.
Durante o debate promovido por ele, os juízes paranaenses defenderam a simplificação do sistema de pagamento de precatórios e a eliminação das sessões administrativas secretas nos tribunais. As opiniões dos juízes foram favoráveis à extinção da representação classista na Justiça do trabalho e da adoção de súmula impeditiva de recursos.
Outras propostas feitas pela magistratura solicitaram a eleição direta para a cúpula dos tribunais e participação no processo de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

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