Brasília - Três entidades que representam juízes divulgaram nota para criticar declaração do presidente eleito do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, sugerindo a redução das férias de juízes de 60 para 30 dias. Em entrevista à ''Folha de S.Paulo'', Peluso disse que o STF deve propor a redução - apesar de, pessoalmente, defender a prerrogativa. ''Politicamente para o Supremo não convém entrar em batalhas perdidas'', disse.
Segundo as entidades, os juízes têm 60 dias de férias porque a jornada de trabalho deles não é definida. Eles afirmam que os juízes trabalham habitualmente mais do que é proposto pela lei. ''Também não há qualquer acréscimo remuneratório em casos de plantões judiciais em fins de semana e feriados. Some-se a isso o fato de os magistrados não poderem exercer nenhuma outra atividade remunerada, a não ser o magistério'', argumenta a nota, assinada pela Associação dos Magistrados Brasileiros, Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho e Associação dos Juízes Federais do Brasil. As entidades dizem que os juízes costumam trabalhar durante as férias. De acordo com a nota, os magistrados estão extrapolando a jornada de trabalho porque existe hoje a meta de produtividade fixada pelo Conselho Nacional de Justiça.

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