A juíza da 41ª Zona Eleitoral, Denise Hammerschmidt, reconhece que há uma ‘‘falha’’ na legislação eleitoral - que permite a apresentação de bens patrimoniais em valores inferiores ao real. No entanto, ela argumenta que a obrigatoriedade de apresentar a declaração já é um avanço em relação a eleições anteriores.
  ‘‘Por enquanto a lei não exige isso (a atualização dos valores). Agora, aposto com você que, do jeito que está, já há uma barreira maior
ao enriquecimento ilícito. O objetivo é este: se houver um aumento sem comprovação, a declaração inicial pode ser utilizada como meio de prova’’, alegou.
  De acordo com a juíza, outro objetivo já cumprido pela declaração é facilitar a fiscalização pelo eleitor. ‘‘Essa é a primeira vez que os bens são divulgados na internet e, com certeza, inúmeros eleitores já adentraram as declarações para acompanhar o patrimônio dos candidatos. Tanto que a população já sabe quais são os mais ricos’’, avaliou.
  Denise, porém, acredita que a situação mais grave envolvendo a declaração de bens é a ausência de detalhamento por parte de alguns candidatos. De acordo com ela, os imóveis, por exemplo, devem conter a descrição completa. ‘‘Isso não é motivo para indeferimento do registro, mas é bom o candidato saber que o eleitor vai perceber isso’’, alerta.

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