Juíza marca audiência do caso Gálatas
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terça-feira, 05 de julho de 2011
Loriane Comeli <br> Reportagem Local 
Ajuíza da 3 Vara Criminal, Oneide Negrão de Freitas, marcou para a próxima semana a audiência de instrução e julgamento do processo em que 15 réus são acusados de formação de quadrilha, corrupção e desvio de dinheiro através de contratos entre a Prefeitura de Londrina e o Instituto Gálatas, entidade que prestava serviços de saúde ao município. O instituto passou a ser investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no começo deste ano juntamente com o Instituto Atlântico. As investigações resultaram na operação Antissepsia, que levou 21 pessoas à prisão.
A denúncia, protocolada pelo Ministério Público, foi admitida pela juíza em 6 de junho. A relativa rapidez do processo se deve ao fato de que há réus presos, como o ex-procurador jurídico do Município, Fidélis Canguçu, os contadores Flávio Martins e Antonio Carlos Martins e o lobista Juan Carlos Monastério. O cartório da 3 Vara Criminal não confirmou o dia e horário da audiência, mas informou que será na próxima semana. Todos os réus já foram citados e apresentaram defesa prévia. Agora, a juíza expedirá intimações a todos os réus e testemunhas, comunicando a data e horário da audiência.
O Código de Processo Penal prevê a realização desta audiência em um único dia, salvo quando for grande o número de réus. ''Como são muitos réus e testemunhas, é possível que a audiência se alongue por vários dias'', afirmou o promotor Jorge Barreto, acrescentando que aindanão foi intimado da audiência. O MP arrolou 20 testemunhas e cada réu pode ter até oito.
Também são réus na ação o presidente do Instituto Gálatas, Sílvio Luz Rodrigues Alves, e sua esposa, Gláucia Cristina Chiararia Rodrigues, os ex-conselheiros municipais de saúde, Marcos Ratto e Joel Tadeu Correa, o presidente do Instituto Atlântico, Bruno Valverde, Alessandro Magno Martins, Gilverto Alves de Lima, Alexandro Axcenção, Gustavo Henrique Politi e Claudecir Antonio Lambert.
Entre as testemunhas arroladas pelo MP, estão os secretários Marco Cito (Governo) e Ana Olympia Dornellas (Saúde)


