Curitiba - A juíza federal Tani Maria Wurster, da 1 Vara Cível de Curitiba, decidiu que ''o réu (governador) Roberto Requião (PMDB) está livre para manifestar as críticas, bem educadas ou não, a respeito da imprensa, das instituições públicas, e de seus adversários políticos'' na ''Escola do Governo'', caso contrário, completa ela, configuraria censura. A decisão é da última quinta-feira e se refere ao pedido de liminar do Ministério Público Federal (MPF) contra a TV Educativa, o governador e o responsável pelo conteúdo da emissora, Marcos Antonio Batista.
O MPF alega uso indevido da TV Educativa, já que Requião se utilizaria da emissora para fazer promoção pessoal e atacar adversários, imprensa e instituições públicas. A juíza afirma que, ''embora pouco ortodoxo'', o comportamento do governador na ''Escola do Governo'' (exibido ao vivo toda terça-feira) está ''protegido constitucionalmente''.
A juíza afirma que é fato que ele ''tem desfilado inúmeras e reiteradas críticas à imprensa paranaense, às instituições públicas, em especial o Ministério Público Estadual (e a alguns de seus integrantes), e inclusive à própria Justiça Federal em razão de decisões proferidas nesta alçada contrárias aos interesses do Estado do Paraná, assim como aos seus adversários políticos''. Segundo ela, ''eventuais danos sofridos pelos ofendidos devem ser objeto de ação de ressarcimento, ou pedido de direito de resposta''.

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