Juíza devolve inquérito à polícia
A juíza da Vara Criminal de Reserva, Daniela Flávia Miranda, devolveu ontem ao delegado da cidade, Wallace de Oliveira Brito, o inquérito com as investigações sobre o assassinato de Nelson Renato Vozniak, ocorrido no dia 15 de janeiro. Mais um testemunho, previsto para acontecer no próximo dia 21, deverá ser acrescentado ao inquérito. Além disso, os laudos técnicos referentes à substância encontrada no carro do Nelson e aos confrontos balísticos deverão ficar prontos na próxima semana.
Somente ontem o laudo de necropsia foi entregue pelo Instituto Médico Legal (IML). ''Agora temos um prazo de 30 dias para terminar o inquérito. Mas pretendemos concluir o quanto antes'', informou a escrivã Mavilde Pereira Corrêa.
O assassino confesso, Flávio Hornung Neto, aguarda o término das investigações em liberdade, após habeas-corpus concedido pelo desembargador Jesus Sarrão, do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, no dia 31 de janeiro.
O advogado do acusado, Carlos Umberto Fernandes, prevê para a próxima quinta-feira uma determinação do TJ que deverá ''anular qualquer decreto de prisão até o final da ação judicial''. Segundo ele, o julgamento poderá acontecer somente daqui a 3 ou 4 anos.
De acordo com o advogado, provas de que Flávio teria agido em legítima defesa serão entregues à polícia em breve. ''Um perito da Unicamp está analisando uma gravação telefônica em que mostra o Nelson ameaçando Flávio de morte'', afirmou. Desde agosto de 2005, segundo o advogado, Flávio investigava um suposto esquema de fraudes em processos licitatórios comandado por Nelson.
O advogado da família de Vozniak, Luiz Carlos Bortoletto, desconhece tal esquema e afirma que a personalidade de Nelson não corresponde com a descrição feita pela defesa: ''Nelson era um sujeito que se afastava de confusões'', comentou.
Hoje pela manhã, Flávio retorna para Reserva, após permanecer os três últimos dias em Curitiba, de acordo com Umberto Fernandes. ''Ele pediu permissão para se ausentar da cidade um dia antes da primeira sessão da Câmara, por questão de segurança'', informou. (C.S.)





