Brasília - A juíza da 16 Vara Federal do Distrito Federal, Iolete Maria Fialho de Oliveira, considerou ilegal a greve dos advogados da União, procuradores da Fazenda e do Banco Central e de defensores públicos. Ela atendeu, anteontem à noite, o pedido da Procuradoria Regional da União (PRU) na 1Região feito na semana passada. Na ação, os procuradores argumentaram que a greve causa prejuízos ao patrimônio público e à ordem administrativa. A juíza considerou que o direito de greve, previsto na Constituição, ''não é superior a nenhum outro direito, notadamente o de interesse público''.
O presidente do Fórum Nacional da Advocacia Pública Nacional, João Carlos Souto, criticou a decisão da Justiça e prometeu recorrer, inclusive, ao Supremo Tribunal Federal (STF). A categoria recebeu do governo a garantia de que os salários seriam reajustados em 30% até 2009. No entanto, com o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o governo suspendeu o acordo e esperará até que o Orçamento esteja refeito para voltar a discutir o aumento.

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