Juíza avalia revogação da prisão de Bonilha
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quinta-feira, 05 de junho de 2008
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
A juíza da 5 Vara Criminal de Londrina, Fabiana Ayres Bressan, analisa hoje o pedido de relaxamento de prisão ingressado ontem pela defesa do vereador cassado Orlando Bonilha (PR), preso desde a última terça-feira em uma cela simples do Centro de Detenção Provisória (CDR). O mandado de prisão foi expedido pela juíza no último dia 21, depois que o ex-vereador não compareceu para depor em audiência do processo criminal no qual é réu por suposta cobrança de propina de R$ 12 mil contra o empresário Nelson Dequêch. Segundo a denúncia do Gaeco, Bonilha teria feito a cobrança para alterar o zoneamento que beneficiou a instalação da microcervejaria Fábrica 1 no Jardim Hedy (Zona Oeste).
O ex-vereador ficou foragido da Justiça durante 13 dias - só apareceu, de fato, dias depois de a Câmara cassar seu mandato em votação unânime, por 18 votos a zero, na sessão especial do último sábado. Negociada a entrega, passou à condição de colaborador nas investigações e, até esta semana, entregou outros 12 vereadores como supostos participantes em diferentes esquemas de corrupção na Casa.
De acordo com o advogado de Bonilha, Ronaldo Neves, a análise do Judiciário ''não poderá ser outra que não a concordância com o relaxamento da prisão'', uma vez que, alega, ''isso foi ajustado com os promotores no acordo de delação premiada''. ''Essa é uma das cláusulas da delação premiada'', reforçou.
Conforme Neves, além da delação acordada com o MP, a defesa fez basicamente outras quatro alegações no pedido à juíza: a de que a apresentação de Bonilha, na terça, ''foi espontânea''; a juntada de documentação comprobatória de que o ex-vereador reside em um flat no Centro de Londrina; que já foi intimado para a nova audiência, dia 23 deste mês; bem como a justificativa de que assume o compromisso de comparecer no novo depoimento.
A juíza da 5 Vara Criminal afirmou que deve tomar uma decisão ainda hoje sobre a revogação ou não da prisão de Bonilha. Ontem, no final da tarde, ela enviou o processo para o Gaeco emitir um parecer. A juíza confirmou a apresentação de uma certidão, pela defesa, indicando o local de moradia do ex-vereador. ''Por ora, a questão da delação (premiada) não tem nada a ver com a prisão. Aqui, tem a ver com a comprovação do domicílio'', afirmou. (Colaborou Fábio Cavazotti)


