O prefeito de Andirá (36 km a oeste de Jacarezinho), Carlos Kanegussuku (PT), foi afastado temporariamente do cargo ontem por uma medida cautelar emitida pela juíza Vanessa De Biassio Mazzutti a pedido do Ministério Público (MP). Na decisão, a juíza argumenta que o asfastamento é para ''assegurar meio de coibir qualquer situação de perigo que possa comprometer, na ação civil pública, a eficácia e utilidade da instrução processual, a medida que se impõe sua confirmação''. Vanessa Mazzutti descreve também que o afastamento temporário é em prol da preservação da moralidade administrativa e para evitar embaraço ao bom andamento do processo.
O prefeito, candidato à reeleição, perdeu o pleito no dia 3 de outubro. Denúncias indicam que Kanegussuku teria demitido médicos e cortado outros serviços públicos. Paralelo ao pedido do MP, o prefeito é investigado por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Muncipal que apura supostas irregularidades no processo de licitação para contratação de empresa prestadora do serviço de água. O município rompeu o contrato com a Sanepar. Ontem, a CPI tomou o depoimento dos membros da Comissão de Licitação da Prefeitura. Conforme o presidente da CPI, Auri Estevan (PV), os trabalhos de investigação, iniciados dia 10 de agosto, devem ser concluídos dentro de 30 dias.
A Folha tentou contato com Kanegussuku mas ele não foi encontrado em sua residência. O telefone celular do prefeito estava desligado. (Colaborou Cristiane Oya)

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