Belo Horizonte - O juiz da 4 Vara da Justiça Federal de Minas Gerais, Jorge Macedo Costa, em uma breve nota divulgada pela assessoria do órgão em Belo Horizonte, informou que ''determinou a imediata remessa dos autos e de toda a documentação relativa ao mesmo ao STF (Supremo Tribunal Federal), com sede em Brasília''. Isso significa que o juiz declinou da competência de conduzir o inquérito do chamado ''mensalão'', suposto pagamento de propina a deputados aliados do governo Lula. O fato de o STF investigar agora o caso supõe que há envolvimento de pessoas que dispõem de foro privilegiado - caso de deputados, ministros e governadores de Estado.
Desde a semana passada, estaria em poder do juiz Macedo Costa documentos apreendidos pela Polícia Federal em um depósito do Banco Rural na cidade de Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte, e na agência do Rural no Brasília Shopping. Essa busca e apreensão, determinada por ele, deveu-se ao depoimento de um ex-tesoureiro do Rural em Brasília. Esse depoimento foi colhido no dia 6 passado, pela PF na capital federal. José Francisco de Almeida Rego relatou como eram feitas as remessas de dinheiro, de Minas para Brasília, pela SMPB Comunicação, uma das agências de publicidade em que Marcos Valério de Souza, suposto operador do ''mensalão, é sócio.

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