O vereador de Londrina Beto Scaff (PSDB) teve a candidatura à reeleição impugnada ontem pelo juiz eleitoral José Cichocki Neto. O pedido foi feito por Antonio Carlos Selhorst, candidato a vereador pelo PDT. Ele alegou que Scaff não se desincompatibilizou do Conselho de Administração da Fundação Municipal de Esportes de Londrina seis meses antes da eleição, como determina a lei complementar 64/90. A desincompatibilização ocorreu somente no dia 29 de junho. Na semana passada, os vereadores Célio Guergoletto (PMDB) e Sidney de Souza (PTB) também tiveram as candidaturas impugnadas.
Em sua defesa, Scaff alegou que sua função era apenas de ‘‘colaborador’’ do poder público e que não tinha remuneração ou vínculo empregatício. Disse também que não tinha competência ou interesse para lançar impostos ou taxas. ‘‘Quem deliberava era a diretoria executiva. O conselho apenas referendava’’, alegou ontem.
No despacho, no entanto, Cichocki Neto argumentou que o conselho tinha por função gerir a fundação, juntamente com a diretoria executiva. ‘‘A competência desse conselho (... era de fazer o) exercício de poder discricionário administrativo, com largo de direcionamento de verbas públicas’’, diz trecho. Scaff afirmou que vai recorrer da decisão.
Cichocki Neto também despachou ontem outros 10 pedidos de impuganação, todos indeferidos. As ações envolviam os vereadores Flávio Vedoato (PL), Orlando Bonilha (PDT), Carlos Santa Rosa (PFL), Elza Correia (PMDB) e Salvador Francisco (PSB), além de uma nova ação contra Guergoletto e outra contra o candidato Ludovico Bonato (PDT).
À tarde, o advogado Adolfo Góis protocolou um pedido de investigação judicial (que também pode culminar na impugnação) novamente contra Elza, Bonilha e Osvaldo Bergamin (PMDB). O advogado – que entrou com a ação em nome de Aristeu Neves Rodrigues – argumentou que os vereadores cometeram ‘‘abuso do poder político’’ por discursarem, na semana passada, na inauguração da obra de transposição da Avenida Maringá.
Além das impugnações, Cichocki Neto indeferiu ontem pedido do PSB para deixar a coligação ‘‘Pra Frente Londrina’’, com PFL e PSD. O presidente do diretório estadual do partido, Severino Nunes, disse que prefere conhecer o conteúdo do despacho para comentar a decisão. Mas adiantou que irá recorrer. ‘‘A coligação em Londrina aconteceu contrariando nossa diretriz partidária’’, alegou.

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