Juiz tem mais prazo para analisar ação contra Cassio
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terça-feira, 27 de agosto de 2002
Rodrigo Sais<BR>Equipe da Folha 
Curitiba O juiz eleitoral Espedito Reis do Amaral pediu pelo menos três dias para analisar os 18 volumes que compõem a ação do Ministério Público, que pede liminarmente o afastamento do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), e de seu vice, Beto Richa (PSDB). O prazo vence amanhã. A ação foi proposta pelo promotor eleitoral Valclir Natalino da Silva.
O promotor baseia sua ação no argumento de que a chapa formada por Cassio e Beto só teria sido eleita para a prefeitura por ter gasto mais na campanha de 2000 do que o que foi declarado à Justiça Eleitoral. De acordo com o promotor, o comitê do PFL teria utilizado R$ 26,9 milhões na campanha que não foram declarados ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Natalino da Silva também aponta as datas em que os gastos foram supostamente efetuados. ''Pelo livro-caixa oficial do comitê, quase metade dos gastos, cerca de R$ 13 milhões, foi gasta durante a campanha do segundo turno'', observa. ''Como o tempo de campanha de segundo turno foi a metade do primeiro, podemos dizer que se estava injetando dinheiro para reverter um quadro desfavorável ao atual prefeito, que perdia a disputa.''
A sentença do juiz deve ser divulgada antes de Cassio voltar de sua viagem à África do Sul. O prefeito está em Johannesburgo, participando da conferência sobre meio ambiente Rio+10. O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, João Cláudio Derosso (PSDB), assumiu a função de Cassio, uma vez que Beto Richa está em campanha ao governo estadual e não pode assumir o cargo sob pena de se tornar inelegível.


