O juiz da 2 Vara Cível de Londrina, Luiz Gonzaga Tucunduva de Moura, indeferiu ontem a liminar pleiteada no último dia 1º de junho pelo Grêmio dos Operários da Prefeitura (Gespel) pela volta dos repasses financeiros à entidade. O pedido feito no mandado de segurança foi ingressado face a decisão do Executivo de suspender o dinheiro de pagamento dos seguros de vida de quase 1,5 mil servidores públicos.
Na ocasião, a justificativa para interromper o repasse foram as denúncias de apropriação indébita, por parte do Grêmio, feitas em maio deste ano à Promotoria de Investigações Criminais (PIC) de Londrina e à Câmara de Vereadores, que na sequência instaurou uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para apurar o caso. Somente as dívidas do Gespel com a Bradesco Seguros, de Curitiba, pode ultrapassar os R$ 750 mil, desde abril do ano passado, referentes a uma apólice coletiva. Outros R$ 90 mil são reivindicados pela Bradesco em Londrina, onde a apólice de seguro firmada é individual.
O presidente do Grêmio, Luiz Bispo da Silva, não se mostrou surpreso pela liminar negada até porque, justificou, a Prefeitura já havia decidido pagar a Real Seguros (com a qual valeria atualmente a apólice coletiva) diretamente os três meses em atraso, ou cerca de R$ 150 mil. ''Já conseguimos o pró-labore (10% do valor da mensalidade de R$ 49,8 mil) da seguradora ontem (quinta-feira), não tem problema. Mesmo assim, vou ver com o departamento jurídico amanhã (hoje) o que faremos sobre a decisão do juiz; parece que a Prefeitura ainda está desconfiada de nós'', ironizou.
De acordo com o controlador da Prefeitura, Sinival Pitaguari, no máximo até a próxima terça-feira a Real deve receber o dinheiro em atraso. A volta do repasse ao estipulante Grêmio, comentou Sinival, vai depender dos trabalhos da PIC e da CEI, cujo relatório final já começou a ser feito, informou anteontem o presidente, vereador Luiz Carlos Tamarozzi (PTB).

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