Juiz suspende concurso da Câmara de Florestópolis
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terça-feira, 22 de agosto de 2006
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
O juiz da Vara Cível de Porecatu (85 km ao norte de Londrina), Luiz Carlos Boer, concedeu ontem uma liminar suspendendo os efeitos do concurso público realizado pela Câmara de Vereadores de Florestópolis (73 km ao norte de Londrina).
O concurso foi contestado em uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa ajuizada no dia 17 pelo Ministério Público (MP). Conforme a ação, há indícios documentais de que houve fraude no concurso realizado para a contratação de contador, advogado e auxiliar administrativo.
A ação relata que foram nomeados o irmão do presidente da Câmara, Márcio Francisco de Souza (PSDB) para o cargo de contador, e a mulher de um amigo do vereador para a função de advogada. A liminar determina o afastamento dos nomeados até julgamento do mérito da ação, que pede a anulação do concurso.
Procurado pela Folha, o presidente da Câmara de Florestópolis disse desconhecer a decisão judicial. Souza assegurou que o concurso foi legal. ''Que eu saiba não (houve irregularidades). Foi feito tudo certinho, foi publicado'', disse. De acordo com Souza, seu irmão somente assumiu o cargo, remunerado mensalmente com R$ 1,2 mil, porque o primeiro colocado no concurso desistiu. ''Ele ficou em segundo lugar mas foi nomeado porque a pessoa que prestou o concurso desistiu'', alegou. O mesmo teria ocorrido com a mulher do amigo. ''Ela também ficou em segundo mas a pessoa que passou não assumiu por achar que o salário não compensava'', complementou. O salário da advogada é de R$ 1 mil por uma carga semanal de 20 horas.
O MP ainda investiga denúncias de irregularidades em dois concursos realizados pela Prefeitura de Florestópolis, nos dias 16 e 30 de julho. Entre os cargos em disputa no funcionalismo municipal, estavam médicos, dentistas e professores.


