Juiz revoga prisão domiciliar de empresário investigado na ZR-3
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quarta-feira, 13 de junho de 2018
Rafael Machado<br>Grupo Folha 

O juiz da 2ª Vara Criminal de Londrina, Delcio Miranda da Rocha, revogou a prisão domiciliar do empresário Luiz Guilherme Alho, denunciado pelo Ministério Público junto com mais 12 pessoas, como os vereadores Mário Takahashi (PV) e Rony Alves (PTB), na Operação ZR-3, que apura a formação de um possível esquema para mudanças pontuais de zoneamento em Londrina. Alho chegou a ser preso em diligências feitas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), mas obteve um habeas corpus em março.
Na época, foi determinado o cumprimento da decisão em casa. Em contrapartida ao cancelamento da determinação, o réu será monitorado por tornozeleira eletrônica, não poderá se ausentar de Londrina por sete dias sem comunicação judicial e obrigação de ficar em sua residência das 21h às 6h, inclusive aos feriados e finais de semana.
Na semana passada, o mesmo magistrado suspendeu a prisão preventiva do também empresário Vander Mendes Ferreira e do servidor municipal Ossamu Kaminakagura, ex-diretor de Loteamentos da Secretaria de Obras. A dupla foi submetida ao acompanhamento eletrônico e proibida de manter contato com os outros denunciados e testemunhas arroladas no processo da ZR-3, prestes a completar cinco meses de deflagração sem nenhum preso. Não há data para realização das primeiras audiências de instrução na 2ª Vara Criminal.
Ainda na seara jurídica, o Tribunal de Justiça do Paraná julgou improcedente o argumento da defesa do vereador Takahashi (PV) para anular a sessão que deliberou pela abertura da Comissão Processante contra ele e o vereador Rony Alves (PTB), no dia 17 de abril. A denúncia foi feita na época por Filipe Barros (PSL) em virtude da ZR-3. A Procuradoria Jurídica do Legislativo municipal também tenta reverter a decisão que determina o pagamento dos subsídios mensais do vereador Rony Alves. "Já tomamos providências administrativas e judiciais. Administrativamente, foi para que se efetive a medida. Judicialmente, foi interposto um agravo para reverter esta decisão", afirmou o procurador da Casa, Miguel Aranega.
(com informações do repórter Vitor Struck, da Folha de Londrina)


