Juiz revoga monitoramento de empresário investigado pelo Gaeco
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2019
Rafael Machado<br>Grupo Folha 
Faltando 10 minutos para às 22h desta terça-feira (15), o juiz Delcio Miranda da Rocha, da 2ª Vara Criminal de Londrina, ordenou a retirada da tornozeleira eletrônica do empresário José Lima de Castro Neto, um dos 13 investigados na Operação ZR-3, que apura a possível existência de um grupo criminoso para mudanças pontuais de zoneamento. Na quinta que vem (24), a investigação irá completar um ano. Na decisão, o magistrado escreveu que "não há mais possibilidade fática de que o fiscalizado configure um risco à produção da prova oral pleiteada pelo órgão acusatório, e tampouco há notícia de que possa influenciar negativamente a oitiva de testemunhas arroladas por outros denunciados".
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Dos 13 réus da ZR-3, três continuam com tornozeleiras
Para Rocha, "se os fatos denunciados são graves por sua própria descrição e alcance, que sejam apurados e eventualmente julgados, o que não significa dizer que autorizam, prontamente, a imposição de medidas cautelares mais gravosas como a prisão preventiva e a monitoração eletrônica". Contrariando o Ministério Público, que pediu a prorrogação do monitoramento, o juiz entendeu que "os argumentos do órgão acusatório de que a medida seria necessária e adequada à ordem pública. O momento mais crítico da instrução criminal já se consumou".
Os advogados de Castro Neto explicaram que "foi extrapolado a tese de que os acusados interferissem no processo. Os réus considerados líderes da organização (segundo o MP, os vereadores Mário Takahashi e Rony Alves, que continuam afastados da Câmara Municipal) não foram submetidos a recurso para reedição do monitoramento. Não houve indicação de gravidade concreta por parte do Ministério Público". Em nota, reiteraram a inocência do seu cliente e afirmaram que a revogação "representa mais um passo rumo à demonstração da fantasiosa tese trazida pela acusação".
Dos 13 investigados, três continuam com tornozeleiras: Takahashi, Evandir Duarte de Aquino, ex-chefe de gabinete de Alves, e o também empresário Homero Wagner Fronja. Em março, as testemunhas de defesa devem falar à Justiça em uma nova rodada de depoimentos da ZR-3.


