O juiz da 5ª Vara Criminal de Londrina, Paulo Cesar Roldão, reduziu de 500 metros para 100 metros a distância mínima na ordem de restrição imposta ao ex-vereador Emerson Petriv (PR), o Boca Aberta, em relação aos vereadores Jamil Janene (PP), Mario Takahashi (PV) e Rony Alves (PTB) - estes dois últimos, afastados da Câmara Municipal de Londrina (CML) por suspeita de envolvimento em esquema de corrupção em alterações de zoneamento urbano. As suspeitas foram levantadas pelo Ministério Público na "Operação ZR-3".

A decisão foi dada em pedido de prisão preventiva do ex-vereador por ter se aproximado a uma distância menor de 500 metros, como vigorava a determinação judicial até então. Boca Aberta, Alves e Takahashi são monitorados por tornozeleira eletrônica - o primeiro por desrespeito à ordem restritiva e os dois últimos, a pedido do MP.

Imagem ilustrativa da imagem Juiz reduz distância mínima exigida de Boca Aberta a seus desafetos políticos
| Foto: Reprodução/CML


No despacho, o magistrado entende que a restrição de espaço foi desrespeitada por segundos ou poucos minutos, "o que permite concluir que as incursões teriam ocorrido no próprio deslocamento diário do acusado pela cidade de Londrina". Por isso, rejeitou o pedido de prisão.

Na mesma decisão, Roldão justifica a redução da restrição para "melhor cumprimento das medidas cautelares" impostas ao ex-vereador. Porém, o juiz manteve a distância mínima exigida de 500 metros em relação à Câmara, a mesma imposta a Alves e Takahashi.

Boca Aberta passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica depois que se aproximou de Alves e Takahashi na ocasião em que os dois vereadores passaram a ser monitorados pelo mesmo equipamento. O ex-vereador filmou seus desafetos e proferiu ofensas contra eles. Boca Aberta tentou suspender o monitoramento eletrônico na Justiça, mas teve os pedidos negados.

O que diz o outro lado

Rebatendo um áudio divulgado pelo ex-parlamentar nas redes sociais, o advogado Thiago Mota, do escritório Prochet e Mota e responsável pela defesa de Takahashi, Alves e Janene, informou que nunca pediu a prisão preventiva de Boca Aberta. "Quem fez isso foi o Ministério Público. O descumprimento se dá porque ele fica alguns minutos nas áreas proibidas", comentou. Na semana passada, foram juntados ao processo que corre na 5ª Vara Criminal os endereços comerciais e residenciais dos vereadores.

"Eu acredito que essa redução da distância é até uma forma dele se locomover na cidade. Se for impedir dele circular por todos os locais, praticamente não terá mais onde andar. Estamos tentando resguardar a integridade de nossos clientes, o que, está sendo satisfatório com a utilização da tornozeleira", comentou. Mota também adiantou que reforçará o pedido à Justiça para bloqueio de um terceiro perfil de Boca Aberta no Facebook.

(atualizado às 15h)

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