Juiz rebate acusação de Dezinho
Da Redação
O juiz federal da 4ª Região do Paraná, Edgard Lippmann Júnior, contestou ontem que tenha tido entendimento com o empresário desaparecido José Luiz Vanderleis, o Dezinho, e rechaçou a repetição de declarações de Dezinho nesse sentido, publicadas na edição da Folha de anteontem. Em entrevista em abril de 1992, Dezinho, acusado de ser um dos reis da fronteira BrasilParaguai, onde comandou o crime organizado até o fim dos anos 90, acusou o juiz de ter pedido a ele, na época, US$ 100 mil para relaxar mandados de prisão preventiva. O empresário desapareceu no final de 92. Hoje, a CPI do Narcotráfico investiga os bens que podem ter ficado em seu nome.
Em correspondência enviada ao jornal, Lippman Júnior afirmou que, quando era juiz federal na seção judiciária de Foz do Iguaçu, decretou a prisão preventiva e a indisponibilidade dos bens de Dezinho. Segundo informou, ele determinou inclusive a extradição do empresário, atendendo a um pedido do Ministério Público Federal. Na época, Dezinho estava foragido no Paraguai. Em sua correspondência, o juiz negou qualquer envolvimento com o empresário.
Ainda conforme o documento enviado à Folha ontem, Lippman Júnior foi promovido para a seção judiciária de Curitiba, em 1990. Diante deste fato, ele contestou a informação de que Dezinho teria efetivado a acusação de relaxar mandados de prisão em troca de dinheiro, já que nesta época ele, Lippmann, já se encontrava na capital do Estado.
Sobre o arquivamento do inquérito que apurava o envolvimento de Dezinho com o crime organizado, o juiz declarou, pela nota, que a decisão de deu pelo desaparecimento do empresário, como foi fartamente noticiado na imprensa. A notícia de envolvimento não é verdadeira e jamais houve qualquer pedido de dinheiro para relaxar a prisão preventiva, como foi anunciado, finalizou o juiz.





