O juiz substituto da 41 Zona Eleitoral de Londrina, Mário Nini Azzolini, afirmou ontem à FOLHA que pretende ''decidir o mais rapidamente possível'' a situação eleitoral na cidade já que, segundo a diretoria-geral do TRE, partirá dele o pedido para que a data do novo pleito seja marcada. Azzolini fez questão de salientar que isso só será feito depois que ele apreciar o pedido de diplomação ingressado esta semana pelo PSDB em favor de Luiz Carlos Hauly. Anteontem, o promotor eleitoral Miguel Sogaiar emitiu parecer contrário à diplomação.
''Se eu me manifestasse solicitando ao TRE já a data para nova eleição, estaria pré-julgando esse processo pela diplomação do segundo colocado'', explicou o juiz. ''Além do mais, precisamos verificar se a situação de Londrina se enquadra à realização de novo turno. Em caso afirmativo, comunicaremos o TRE já nos próximos dias para que convoque novo pleito ou que designe a data nos próximos 20 a 40 dias.'' Quanto aos prazos para análise do pedido do PSDB, resumiu: ''Na segunda-feira recebo o parecer do MPE e já analiso na sequência para sentença; isso é urgente. Há uma ansiedade na cidade por definições''.
Portanto, na avaliação de Azzolini, até certo ponto, ''o impasse não está de todo resolvido''. Quanto à possibilidade de novas eleições, e indagado se eventuais recursos de Belinati ao Supremo Tribunal Federal (STF) podem impedir a convocação de novas eleições, o juiz entendeu que essa hipótese está descartada. ''A convocação de novas eleições é uma solicitação feita pelo ministro Ayres Britto normatizando o tratamento a ser dado aos municípios onde ocorreram problemas. Portanto, o processo de nova votação prossegue independente do STF - senão, a cidade vai aguardar quanto tempo mais?'', questionou. Azzolini fica interinamente na 41 até 6 de janeiro. (J.G.)

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