Juiz proíbe suspeitos de fraudes de entrarem na prefeitura ou conversarem entre si
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terça-feira, 03 de julho de 2018
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 

O juiz da 2ª Vara Criminal de Londrina, Délcio Miranda da Costa, proibiu os servidores suspeitos de integrarem um possível esquema para fraudar o lançamento de débitos no sistema da Secretaria Municipal da Fazenda de chegarem perto do prédio da prefeitura. Três dos quatro suspeitos Claudinei dos Santos Sisner e Paula Carolina de Souza, servidores da pasta, e Camila Azarias, ex-estagiária do setor chegaram a ser detidos na deflagração da Operação Password pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), em 24 de maio.
No despacho, Costa acata o pedido de revogação da prisão preventiva de Marcos Paulo Modesto, que não foi detido na ocasião por estar internado, e determina que ele, Sisner e Paula, sobrinha do ex-secretário da Fazenda Edson Antônio de Souza, e Camila mantenham distância mínima de 200 metros em relação ao prédio da administração municipal. Aos que ainda são lotados no quadro de funcionários, também impôs a suspensão e afastamento temporários do exercício das funções atuais, mas abre a possibilidade de serem lotados em outra unidade ou órgão administrativo que seja sediado fora do prédio da administração municipal.
O juiz também proibiu os quatro de manterem contato entre si, seja pessoalmente ou por meios digitais; assim como restringiu o contato com outros servidores da Fazenda; proibiu de se ausentarem do município sem notificação e autorização prévia do Judiciário; e recolhimento domiciliar no período noturno e nos finais de semana, entre as 22h e 6h do dia seguinte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, os quatro são suspeitos de receberem propina para apagarem débitos parciais ou totais de contribuintes do sistema da Secretaria da Fazenda. A investigação do Gaeco identificou pelo menos 54 situações de ocorrência das fraudes e calcula um prejuízo de, pelo menos, 700 mil ao erário.
A CML (Câmara Municipal de Londrina) também abriu uma investigação par apurar os supostos desvios.


