Juiz proíbe pesquisa da IstoÉ no PR
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sexta-feira, 17 de setembro de 2004
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O juiz da 1 Zona Eleitoral de Curitiba, D'Artagnan Serpa Sá, proibiu a divulgação da pesquisa de intenções de voto para a Prefeitura de Curitiba realizada pelo Instituto Databrain. A pesquisa, que seria divulgada na revista IstoÉ deste final de semana, teve sua divulgação suspensa após os advogados de Beto Richa (PSDB) entrarem com uma notícia-crime contra dois funcionários da revista que supostamente teriam pedido dinheiro em troca de um melhor posicionamento do tucano na pesquisa.
A liminar proibindo a divulgação foi concedida na quinta-feira, após os advogados do comitê enviarem fotos e uma gravação realizada com a tentativa de chantagem. Os valores e o teor completo da proposta não foram divulgados pelo comitê de Beto Richa nem pela Justiça Eleitoral, que decretou segredo de Justiça sobre o processo.
Pelo menos dois outros comitês também afirmaram ter sido abordados por representantes da revista IstoÉ com uma proposta suspeita. A assessoria do comitê de Rubens Bueno (PPS) confirmou o assédio por parte da revista, mas por falta de provas documentando a proposta não iria se pronunciar. O comitê de Vanhoni (PT) também informou que foi procurado por integrantes do departamento comercial da IstoÉ no começo de agosto que teriam insistido em marcar uma reunião pessoalmente com os coordenadores da campanha, mas a proposta foi rejeitada.
O departamento jurídico da Editora Três (responsável pela IstoÉ) confirmou o recebimento da liminar, mas alertou que a pesquisa só não será divulgada no Paraná. ''O caderno com as pesquisas das capitais, incluindo Curitiba, já está impresso e será distribuído em todos os estados, menos no Paraná'', explicou a advogada Francilente Santana.
A Folha tentou contato com os dois funcionários denunciados. A IstoÉ confirmou que os dois trabalham na empresa, mas nenhum deles retornou a ligação.


