Juiz pede diligência em emissora de TV
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sexta-feira, 22 de outubro de 2004
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
O juiz da 41 Zona Eleitoral de Londrina, Jurandyr Reis Junior, disse ontem que determinou ''uma série de'' diligências junto à TV Coroados/Rede Paranaense de Comunicação (RPC, afiliada da Globo no Paraná) e ao cartório da 41 Zona Eleitoral para apurar de que forma a emissora foi notificada da liminar que suspendeu provisoriamente a pesquisa Ibope Opinião para intenção de voto em Londrina. Registrado com o número 42/04, o resultado do levantamento chegou a ser veiculado no telejornal noturno em rede estadual. A chefia de redação local argumenta que a intimação foi recebida quando o material já estava no ar. Além da RPC, todos os demais veículos de comunicação de Londrina foram impedidos, pela liminar, da divulgação do resultado.
Além de ter a divulgação do resultado suspensa, o instituto de São Paulo foi acusado pela coligação A Vitória do Povo (PSL/PP), de Antonio Belinati, de ter tentado vender o material por R$ 50 mil, em suposta tentativa de fraude. Como a pesquisa foi levada ao ar, a assessoria do candidato chegou a ingressar com pedido de mandado de prisão contra os responsáveis na emissora, o que, até ontem à noite, ainda não havia sido apreciado pelo juiz.
A TV Coroados encaminhou ontem à 41 Zona um relatório com as informações dos horários de recebimento da intimação e veiculação da matéria. Segundo os oficiais do cartório, os responsáveis alegaram que a intimação chegou entre as 19h10 e as 19h15, ao passo que a pesquisa foi veiculada às 18h58. A assessoria de imprensa do Ibope, em São Paulo, informou que a empresa entrou ontem com recurso junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pedindo a liberação da pesquisa. Até o fechamento desta edição, o recurso ainda não havia sido encaminhado a Curitiba pela Justiça Eleitoral de Londrina.
Também coordenador do pleito na cidade, o juiz Reis Junior avaliou que o segundo pedido de impugnação de pesquisa feito em menos de uma semana não surpreende. ''Chega a ser até normal. À medida em que a eleição se aproxima, os candidatos ficam mais 'sensíveis', ainda mais quando tem alteração nos resultados'', afirmou o juiz.


