Juiz ouve testemunhas de acusação
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terça-feira, 26 de novembro de 2002
Cristiane Oya<br>Reportagem Local 
O juiz da 3 Vara Criminal, José Marcos de Moura, tomou ontem o depoimento de três testemunhas de acusação na denúncia criminal que gerou a prisão do ex-delegado Regional do Trabalho Celso Costa. A ação denuncia a fraude em uma licitação de R$ 49 mil na extinta Companhia Municipal de Urbanização (Comurb, hoje CMTU), vencida pela empresa de Costa, a Celta System.
O auditor chefe do município, Osvaldo de Lima, proprietário da Precisa Informática, que supostamente teria participado da concorrência, se negou a comentar o depoimento. ''Não posso adiantar o teor das minhas declarações, porque outras pessoas ainda deverão depor'', afirmou. O ex-funcionário da empresa de Costa, Walace Soares de Oliveira, e Osmei Francisconi também não deram declarações à imprensa.
Conforme a denúncia do Ministério Público (MP), Soares e Lima teriam sido coagidos pelo ex-delegado antes de prestarem seus depoimentos à Justiça. O argumento do MP foi acatado pelo juiz, que decretou no dia 24 de setembro, a prisão preventiva de Costa.
O depoimento do empresário João Cláudio Batistella, sócio-proprietário da Teófilo e Batistella, que teria participado da concorrência, e que segundo o empresário seria uma empresa de arquitetura, foi transferido para o dia 28. Também será ouvido na próxima quinta-feira, Clésio Marchese.
O advogado de Costa, João dos Santos Gomes Filho, disse que após os depoimentos, deverá protocolar um pedido de liberdade na 3 Vara Criminal, alegando a extinção do motivo da prisão.


