Além do ex-prefeito (cassado) Antonio Belinati e do ex-secretário de Governo Gino Azzolini Neto, mais cinco réus tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça acusados de peculato, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Entre os acusados, estão o ex-presidente da Sercomtel (companhia de telecomunicações de Londrina) Rubens Pavan, o ex-secretário de Governo e de Administração Wilson Mandelli e o empresário Cassimiro Zavierucha, o ‘‘Carlos Júnior’’, apontado como tesoureiro das campanhas políticas de Belinati.
Amanhã à tarde, o juiz Arquelau Ribas deverá interrogar Mandelli, que como secretário de Governo assinava as autorizações para a abertura de processos licitatórios. Mandelli, no entanto, tem negado as acusações. Segundo o ex-secretário, ele só assinava as autorizações depois de consultar pessoalmente Belinati.
Apesar de responsabilizar o ex-prefeito, no início de maio o ex-secretário Mandelli ficou preso seis dias no 2º Distrito Policial na mesma cela que Belinati e só foi solto por força de uma liminar concedida pelo Tribunal de Justiça (TJ).
Hoje, o TJ deverá analisar um recurso (agravo regimental) da Procuradoria Geral de Justiça do Paraná contra o relaxamento da prisão de Belinati, Mandelli, Azzolini Neto, Pavan, ‘‘Carlos Júnior’’ e o empresário Arion Cruz Santos, ex-representante da empresa Esteio, de Curitiba.
O recurso da procuradoria foi protocolado no dia 25 de maio e, regimentalmente, deveria ter sido analisado na sessão seguinte da 1ª Câmara Criminal do TJ, ou seja, no dia 31 seguinte.

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