Os depoimentos à Justiça do segundo-tenente da Polícia Militar (PM), Alberto Santos Silva, e do segurança Marco Aurélio Pinho não mudaram os rumos do processo sobre o incêndio criminoso à Promotoria de Investigações Criminais (PIC), ocorrido no dia 29 de dezembro, em Curitiba. O tenente disse ao juiz da 2ª Vara Criminal da Central de Inquéritos, Sérgio Rolanski, que não participou do atentado contra a PIC.
Já o segurança declarou que foi coagido por promotores a prestar declarações, que o envolveram no caso. A Folha procurou os promotores Dartagnan Abilhôa e Cláudia Martins pelos celulares para que se pronunciassem sobre o assunto, mas eles não foram encontrados.
Durante mais de duas horas, o tenente procurou rebater as acusações que o colocaram como peça-chave para se descobrir o mandante do atentado. Ele disse que não sabia que o policial civil Edson Clementino da Silva (o ‘‘Lambe-lambe’’, preso e que confessou o crime) iria colocar fogo na sede da PIC.
Em seu depoimento, o tenente disse apenas ter recebido um telefonema de ‘‘Lambe-lambe’’, que teria dito que iria realizar uma ‘‘besteira’’. A advogada do tenente, Dirce Elaine Pinto, desclassificou o depoimento de Edson Clementino, ao defini-lo como um dependente de drogas.
Na Justiça, o tenente afirmou ainda que saiu da Boate Sexy ao amanhecer, acompanhando de cinco garotas de programas e também do taxista Alexsandro Ribeiro (‘‘Magrão’’) e do segurança. Todos teriam ido para Guaratuba, no litoral. Ao meio-dia, o tenente teria ligado a Edson Clementino para saber o que ele tinha feito. No depoimento, ele não informou o que foi conversado.
Além do tenente, de ‘‘Lambe-lambe’’ e do taxista, também estão presos o discotecários Emerson Vieira e o sargento Ademir Leite Cavalcante. Estão foragidos o advogado Antônio Pelizzetti e o policial civil Marco Canuto.

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