Curitiba - A não ser que o governo estadual reveja a política de salários dos órgãos da administração indireta, a direção da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) continuará recebendo vencimentos superiores ao salário bruto do governador do Estado (cerca de R$ 12,8 mil). Ontem o juiz da 2 Vara da Fazenda, Luiz Osório Moraes Panza, indeferiu o pedido de liminar feito pelo ex-secretário de Governo de Jaime Lerner (PFL) José Cid Campêlo Filho, que pedia a redução dos salários dos diretores da companhia.
Em seu despacho, Panza não aceitou o argumento de Campêlo, que argumentou que os vencimentos do diretor-presidente da Sanepar, Caio Brandão, seria uma afronta à legalidade e à moralidade pública por ser maior do que o salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), teto máximo estipulado para os salários dos servidores dos três poderes. Se somados o salários e a verba de representação, Caio Brandão, tem vencimentos de R$ 19,7 mil, cerca de R$ 2 mil a mais que um ministro do STF.
Segundo Panza, o salário bruto de Brandão (R$ 16,6 mil) estaria abaixo do teto máximo previsto na Constituição. O magistrado também negou o pedido de Campêlo para que o salário dos demais seis diretores da Sanepar fossem reduzidos de R$ 13,2 mil para R$ 4,6 mil, salário médio de um secretário de Estado. Os vencimentos dos diretores foram reajustados em 17,66% em uma assembléia realizada em junho pelo Conselho de Administração da Sanepar.

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