O juiz da 5 Vara Cível, Filadelfo Rodrigues da Silva, negou liminar pleiteada pela Prefeitura de Maringá visando declarar ilegal a greve dos servidores municipais iniciada no dia 5. O Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar), que representa os 7.200 funcionários, reinvidica aumento salarial de 16,67% índice equivalente ao reajuste do salário mínimo. A Prefeitura aceita apenas a reposição da inflação de 2005 de 4,53%.
''A prefeitura alegou que a greve é ilegal porque não há lei específica para paralisações no serviço público. O juiz negou a liminar, o que no nosso entendimento significa que a greve é legal e garantida pela Constituição'', analisou o advogado do Sismmar, Avanilson Alves Araújo. Para ele, a Prefeitura terá que abrir negociação a partir de agora ''se estiver interessada em finalizar a greve''.
''Nós denunciamos a Prefeitura na Procuradoria do Trabalho porque eles se recusam a conversar. O procurador marcou uma audiência de mediação nesta quarta-feira. Torcemos por algum resultado'', informou.
O advogado Ulisses Maia, que é coordenador do Procon de Maringá e um dos coordenadores da estratégia da Prefeitura, disse que a recusa da liminar não significa uma derrota. ''Juridicamente não mudou nada, não houve julgamento. Ele preferiu analisar a liminar junto com o mérito''.
Sobre a audiência na Procuradoria do Trabalho, Maia afirmou que a prefeitura recebeu um ''convite'' mas disse que a presença não é obrigatória. ''Estamos estudando isso''.

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