Juiz nega irregularidades em Porecatu
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quarta-feira, 06 de outubro de 2004
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
O juiz eleitoral de Porecatu (85 km ao norte de Londrina), Luiz Carlos Boer, esclareceu ontem que o número de eleitores que não conseguiram votar por falha no sistema eleitoral no último dia 3 é bem menor que o divulgado pela Folha ontem. De acordo com o juiz, 840 eleitores não compareceram e 345 títulos foram retidos por apresentarem irregularidades. Desse montante, o juiz calculou que menos de 40 eleitores que recadastraram seus títulos não puderam votar porque seus nomes não constavam na lista de eleitores regularizados.
Boer detalhou que Porecatu tinha 13.420 eleitores até o dia 16 de outubro do ano passado, quando foi feito o recadastramento dos títulos a pedido do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Desse montante, 9.037 eleitores regularizaram a situação. Esse número somado aos jovens que tiraram seus títulos e a transferências deixou o município com 9.897 eleitores. O juiz indicou que 9.057 pessoas compareceram às urnas. Sobre os títulos que foram retidos, Boer discriminou que a maioria realmente estava irregular seja por problemas com a justiça, como não ter justificado o voto, ou por problemas de ordem criminal.
O juiz confirmou que a coligação ''Renascer Porecatu'', que tinha como candidato a prefeito Valter Tenan (PSB), entrou com pedido de impugnação da eleição na cidade. Ele não quis adiantar o parecer sobre o pedido, que será divulgado hoje. Boer contabilizou que mesmo que os 345 eleitores que não puderam votar dessem seu voto ao candidato derrotado, não mudaria o quadro eleitoral. O prefeito eleito Dario Lunardelli (PFL), da coligação ''União, Ação e Reconstrução'', obteve 3.859 votos contra 2.930 de Tenan, segundo colocado. Na visão do juiz, as informações de que teriam ocorrido irregularidades no processo eleitoral são apenas ''boatos''.


