Juiz mantém sigilo de delação premiada
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segunda-feira, 25 de maio de 2015
Loriane Comeli<br> Reportagem Local 
O juiz da 3ª Vara Criminal de Londrina, Juliano Nanuncio, indeferiu pedidos formulados por advogados de réus da operação Publicano, que apura corrupção e sonegação fiscal na Receita Estadual de Londrina, de acesso aos depoimentos de delação premiada do auditor Luiz Antonio de Souza.
Há cerca de 20 dias, o delator tem prestado depoimentos que já somam mais de 40 horas ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) contando tudo o que sabe sobre as fraudes na Receita e o esquema de exploração sexual de adolescentes. Ele está preso desde 13 de janeiro, quando foi flagrado com uma menor em um motel da cidade.
Pelo menos cinco advogados pediram acesso à delação de auditor, mas o juiz, na decisão, negou o pedido "para não comprometer estratégias investigativas eventualmente em curso".
Entre as declarações de Souza levadas a público pelo seu advogado, Eduardo Duarte Ferreira, estão o fato de que o esquema na Receita teria arrecado mais de R$ 50 milhões em propina nos últimos dez anos e resultado na sonegação de pelo menos R$ 500 milhões em impostos estaduais. Ainda segundo Ferreira, seu cliente teria citado o nome de mais de cem empresas e pessoas (incluindo 35 auditores) como envolvidas no esquema.
Também revelou que auditores, a pedido do empresário Luiz Abi Antoun, arrecadaram cerca de R$ 2 milhões em propina para a campanha de reeleição do governador Beto Richa (PSDB), em 2014.


